Festival do Caracol e da Sangria - Santarém 31 de Julho a 2 de Agosto

Começa amanhã o Festival do Caracol e da Sangria, que terá lugar na sede do CCFC da Portela das Padeiras, em Santarém.
Neste festival poderá deliciar-se com variadas receitas de caracóis acompanhadas com a deliciosa sangria, e terá também bar jovem e animação musical nas noites de Sexta e Sábado.




Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures

O Festival do Caracol está de volta a Loures, entre 10 a 26 de Julho, para fazer as delícias dos amantes desta iguaria tipicamente portuguesa. Com entrada gratuita, o evento conta com dez tasquinhas, espectáculos diários, espaço de animação infantil e mostras de artesanato.

Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures
Festival do Caracol Saloio 2015 em Loures
“Caracoleta à Bulhão Pato”, “Empada de caracol”, “Chili de caracoleta” ou “Farinheira com ovos e caracóis” são algumas das especialidades que os visitantes podem degustar, durante os 17 dias do festival, nas tasquinhas que representam restaurantes do concelho de Loures.


Petiscos condimentados, animação de palco e de rua, exposições e artesanato do concelho são apenas alguns dos extras que completam o evento onde os gastrópodes são os protagonistas.

A nível internacional, o Festival entrou no livro do Guiness, em 2009, com o maior tacho de caracóis do mundo e, em 2014, o programa “Bizarre Foods”, do canal “Travel” fez um programa sobre o evento.

Curso de Helicicultura (Formação teórica e práctica) - Agosto 2015


Olá amigos.
Hoje trazemos boas notícias para os amantes da helicicultura que pretendam receber formação nesta área quer seja por interesse pessoal ou para se iniciarem na produção de caracóis.



A formação que vai acontecer já no próximo mês de Agosto terá lugar na região de Lisboa, mais concretamente em Odivelas, e terá a seguinte constituição:

  • Tipo: Curso teórico com visita à unidade de produção. 

  • Carga horária: 25 horas (21 teóricas + 4 práticas) Divididas em 5 sessões de 5 horas cada 

  • Objectivo: No final do curso os formandos deverão saber efectuar as operações relativas ao maneio alimentar, reprodutivo, higienosanitário e produtivo de uma exploração helicícola. 


Esta formação vai munir o novo Helicicultor dos conhecimentos obrigatórios para produzir caracoleta de alta qualidade com custos baixos de produção. 

Como vai ser? Nesta formação vão ser abordadas todas as temáticas fundamentais à gestão de uma unidade helicícola para engorda de caracoleta. Vai ficar a saber todos os aspectos relativos à identificação dos hábitos e morfologia dos animais, passando pela preparação dos parques, cálculo de dietas, reprodução, cuidados higienossanitários, controlo de pragas, engorda, apanha, purga, embalamento e transporte

Curso de Helicicultura (Formação teórica e práctica) - Agosto 2015

9º Festival do Caracol no Vale de Santarém

O Rancho Folclórico do Vale de Santarém vai realizar entre 26 e 28 de Junho a nona edição do seu Festival do Caracol.
Além dos muitos petiscos no bar do recinto, onde nunca faltarão os deliciosos caracóis,  o evento contará com a actuação de artistas de renome regional e nacional.
Na sexta-feira, às 20:30, terá lugar a abertura do festival sendo que a partir das 21:30 o Duo Novo Ritmo abrilhantará o baile pela noite dentro, apenas interrompido das 23:30 às 01:00 para actuação do cantor Sérgio Rossi.

Sábado abre às 13 e às 15:00 inicia-se a tarde radical com diversas actividades, e depois a noite iguala a de sexta, mas será a vez do grupo Geração XXI animar o baile e a cantora Nucha é a estrela convidada para actuar.

No domingo, dia 28, as actividades começam logo às 10:00 com uma Caminhada pela vila, depois às 15:00 acontece a Tarde Infantil com insufláveis e às 18:30 será a mega aula de zumba com Silvana Patrício.
O baile de domingo contará com a actuação do Duo Daniel Matos e o encerramento do Festival será às 01:00
Localização: Veja aqui o mapa

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CARTAZ DO 9º FESTIVAL DO CARACOL

Caracoleta Alentejana

[...] Casa Branca, no concelho de Sousel, saem por ano cerca de 40 toneladas de caracoletas para as lojas de uma cadeia da grande distribuição. Os responsáveis por este negócio são marido e mulher. António e Stela. [...] 

 [...] Hoje o negócio prosperou e as suas caracoletas, através das lojas Pingo Doce, são distribuídas em todo o País, quer no verão, altura forte de venda, quer no fim de ano, uma data que se tem revelado boa para o escoamento do produto. [...]

in Diário do Alentejo

Já há caracóis ?!

CaracóisCaracol lembra cerveja gelada, pedaços de pão embebidos no molho aromático, em finais de tarde na esplanada em amena cavaqueira. Nem toda a gente os aprecia, mas quem gosta, gosta mesmo.

Lentamente este petisco começa a entrar nos hábitos das populações do centro do país e até já se encontra em alguns (poucos) estabelecimentos no norte.

Há, sobretudo, alguma repugnância por este animal, de que se conhecem 35 mil espécies e que é um molusco gastrópode que pertence a um grupo que inclui outras espécies marinhas como os bivalves, polvos, chocos e lulas.

Para além disso, possui uma espécie de “pé”, ou músculo ventral, que lhes permite deslizar sobre um rasto de muco, nunca entrando em contacto com quaisquer materiais ou impurezas. Significa isto que o caracol é um bicho bem mais limpo do que, por exemplo, uma galinha ou uma vaca, até porque a sua alimentação é quase exclusivamente feita à base de plantas.

Os nutricionistas não hesitam ao afirmar que a carne de caracol é um dos alimentos mais saudáveis que podem ser consumidos pelo Homem. É pobre em gordura (0,5% a 0,8%) em comparação com a de vaca (11,5%) e galinha (12%) e, para além disso, cada 100 gramas correspondem a apenas 80 calorias.

Em paralelo, o caracol é rico em proteínas (12% a 16%) e sais minerais. E, de acordo com o ministério espanhol da Saúde, nesse conjunto de proteínas está presente a quase totalidade dos aminoácidos necessários ao corpo humano, sendo uma opção de alta qualidade para regimes hipocalóricos, dietas para desportistas, diabéticos e quem sofra de anemia, grávidas e mães a amamentar

O caracol é, desde a Antiguidade, recomendado como remédio para vários tipos de males. Crendices ou não, é certo que os aminoácidos contribuem para a reconstituição da integridade dos tecidos gástricos e, portanto, para a cura de úlceras.

Um absoluto lugar comum relaciona os caracóis com a lentidão. Mas nunca ninguém se tinha lembrado de medir a velocidade que atingem, até um grupo de cientistas – norte-americanos, pois claro – se ter dedicado à tarefa de determinar que a velocidade média de um caracol comum é de um milímetro por segundo.

E já que o assunto é velocidade, importa acrescentar que o caracol foi escolhido como símbolo pelos criadores da “Slow Food”. Este movimento, que pode ser traduzido literalmente por “comida lenta”, foi fundado em Itália em 1986, tem já representações numa centena de países e luta pela protecção dos produtos e receitas de qualidade e tradicionais.
 
Através de várias iniciativas, a associação promove a cultura gastronómica, desenvolve a educação do gosto, conserva a biodiversidade agrícola e protege os alimentos tradicionais do risco de extinção.
 
Afinal, ser lento não é necessariamente uma desvantagem.Caracol

 

Caracóis e “caracoles”

 
No nosso país, as receitas mais tradicionais não dispensam, como já se viu, o tempero dos orégãos e do alho.
 
Já em Espanha, as versões dos “caracoles” mudam de região para região. Se no sul do país vizinho, imperam os molhos com especiarias e tomate, na Catalunha foi criada uma paella à base de carne de coelho e caracóis.
 
E não é difícil encontrar, em plena Andaluzia, um gaspacho gelado com caracóis.
Em Logroño, na Galiza, a sopa e o guisado de caracóis são os pratos típicos na Noite de São João, a 24 de Junho. E Em Aragão, o petisco mais procurado são as caracoletas assadas e regadas com um molho de azeite e alho.
 
Atravessando o Mediterrâneo, os caracóis são também consumidos no Norte de África, sendo a cidade marroquina de Marraquexe um dos centros gastronómicos do gastrópode, que é cozinhado com especiarias como açafrão e uma pitada de canela.Caracóis



Os “escargots” franceses


Na Península Ibérica, os caracóis são habitualmente conotados como um prato servido em locais populares. Mas, do outro lado dos Pirinéus, em França, tomam o nome de “escargots” e são uma iguaria servida nos restaurantes mais luxuosos, tendo mesmo sido concebida uma linha específica de talheres para evitar que os comensais usem as mãos

Os “escargots” são parte importante do património gastronómico gaulês, sendo consumidos como entrada ou prato principal. No Natal e na passagem de ano, nunca faltam à mesa dos franceses, sendo essa a época de maior consumo. A forma tradicional de os cozinhar envolve um molho à base de manteiga, alho e salsa

O consumo de caracóis em França ronda a 40 mil toneladas por ano, das quais cerca de metade são importadas de países como Portugal, Espanha e Grécia.Caracóis



A criação de caracóis

 
“Helicicultura” é a designação técnica dada à criação de caracóis e este nome remete para a forma de hélice das conchas. Como é natural, é em França que esta actividade económica se encontra mais desenvolvida, em quintas espalhadas um pouco por todo o país. Além da reprodução pura e simples, os criadores dedicam-se igualmente ao cruzamento de espécies, procurando obter exemplares de dimensão apreciável e, ao mesmo tempo, com o sabor mais desejado. Para isso, tentam obter animais “mestiços” com os genes dos caracóis mais comuns e das caracoletas.
 
Hermafroditas, os caracóis podem acasalar com qualquer outro indivíduo da sua espécie, desde que este se mostre disponível, produzindo uma apreciável quantidade de ovos. Os caracóis podem parecer animais muito vulgares, mas algumas espécies encontram-se ameaçadas de extinção, principalmente devido à acção do Homem e à poluição. Outras existem apenas em cativeiro, reproduzindo-se em jardins zoológicos.

Estes animais variam significativamente de tamanho. A maior espécie terrestre é o Gigante Africano, que pode medir até 30 centímetros, enquanto o campeão dos caracóis aquáticos vive nos mares da Austrália, atingindo 45 centímetros e 20 quilos. A longevidade também é variada, e se grande parte das espécies não atinge os três anos, existem caracóis com 30 anos.

Arroz de coelho com caracóis

Arroz de coelho com caracóis

Tempo de Preparação: 40 a 60 min.   Receita para: 4 pessoas.

Ingredientes:

1 coelho; 
400g de arroz; 
2 dúzias de caracóis; 
1 tomate médio maduro; 
1 copo de azeite; 
salsa; açafrão; sal; 
1 pimento vermelho; 
limão; água.

Preparação:

Limpe bem os caracóis e coza-os numa panela. De seguida, corte o coelho e frite-o numa frigideira com azeite e sal, até dourar. Acrescente o pimento cortado em tiras e deixe alourar um minuto sem permitir que se queime, retire e deixe de parte, adicione o açafrão e o tomate. De seguida colocar o arroz, deixando-o fritar ligeiramente. Acrescente água (3 de água por 1 de arroz). Quando começar a ferver adicione o açafrão, a salsa, o sal e os caracóis, mantendo o lume alto durante 20 minutos, para posteriormente ir baixando o lume por etapas, levando cerca de 10 minutos até desligar. Deixe repousar com a panela tapada, durante 5 minutos, antes de servir.

O beijo dos caracóis

Vyacheslav Mischenko, fotógrafa ucraniana, é conhecida pelas imagens que faz com caracóis no seu ambiente natural. Desta vez, captou dois caracóis numa cereja, num ‘beijo’ que enternece. Mischenko considera que esta é uma das mais belas imagens que alguma vez conseguiu.

O beijo dos caracóis

Dois caracóis, duas cerejas e muita paciência, até ao clique no momento certo. Vyacheslav Mischenko voltou a mostrar as suas capacidades como fotógrafa, capaz de transportar da natureza os momentos mais enternecedores.

A foto foi conseguida em Zhytomyr Oblast, na Ucrânia. Vyacheslav viu as movimentações dos caracóis e percebeu que, com muita paciência, iria conseguir registar o beijo dos caracóis.

Foi um momento belo, como belos são os momentos que a natureza exibe. E Vyacheslav deixa um conselho: “As pessoas perdem tempo com o que é desinteressante. E se olhassem para a olhar para a natureza com mais atenção, conseguiriam testemunhar momentos tão belos como este”.

A fotógrafa ucraniana já conseguira imagens semelhantes, com os ‘beijos’ dos caracóis ao ambiente que os envolve. Esta é mais uma das fotografias brilhantes que junta ao seu longo portfólio.

Foto: Vyacheslav Mischenko/CATERS

Caracóis portugueses estão na moda

Produção já ultrapassou as 500 toneladas por ano e dá três milhões de euros.
A produção de caracóis em Portugal ultrapassou as 500 toneladas por ano. Segundo os dados divulgados esta quinta-feira na Lourinhã, no I Encontro Nacional de Helicicultores, está em causa um rendimento na ordem dos três milhões de euros.
De acordo com Paulo Geraldes, presidente da Cooperativa dos Helicicultores, há em Portugal cerca de 150 produtores espalhados de norte a sul do país. Este número equivale a uma área de produção de 300 hectares.
Nos últimos três anos o aumento de produtores foi na ordem dos 200% e deveu-se em parte ao financiamento comunitário. Este apoio por parte da União Europeia tem sido fundamental para a divulgação do produto a nível internacional e consequente incremento da produção e consumo interno.
Falamos de 13 mil toneladas de caracóis. Este é o número do consumo desta iguaria em Portugal. E embora seja um valor considerável, o alvo dos produtores é o mercado da exportação. Quando questionado sobre a razão para “ocupar” o mercado internacional com caracol português, Paulo Geraldes indica que “a qualidade do nosso produto” é de facto o elemento-chave.
Actualmente os países que fazem parte da lista de exportação são a Espanha, França e Itália e tem como mercados emergentes o asiático e o árabe. Geraldes volta a referir a qualidade como factor diferenciador “na promoção e aposta da comercialização internacional da helicicultura”.
Os mais jovens também estão interessados na produção de caracóis. Paulo Geraldes refere que os agricultores mais jovens são os que mais têm investido na área e mostram mais vontade de expandir e melhorar a qualidade do caracol português. “Os jovens agricultores fazem neste momento uma série de opções e análises dessas opções e alguns enveredam por outras áreas, como a pêra abacate, na zona sul, e os pequenos frutos, as ervas aromáticas, os cogumelos e alguns pela helicicultura”.

Caviar de caracol produzido no Algarve desafia chefes

O chamado "caviar branco", que mais não é que ovas de caracol e cujo preço pode atingir os 1.500 euros por quilograma, está a ser produzido no Algarve e a constituir um novo desafio para os chefes da alta cozinha.

O preço elevado deve-se à raridade do produto, já que cada caracol produz em média cerca de quatro gramas, uma vez por ano, e nem todos os ovos apresentam a qualidade exigida para a chamada cozinha 'gourmet'.
Caviar de Caracol Algarvio
"O nosso produto não é transformado, é puro e mantém-se puro desde a recolha até ao seu embalamento. Temos um pequeno segredo que nos permite ter o produto inalterado e quebrar o ciclo de crescimento do caracol", disse Altair Joaquim, sócio-gerente da CaviarBlanc, empresa responsável pela produção destas ovas, frisando que "é esse segredo" que garante a diferença e a qualidade da marca algarvia, produzida perto do concelho de Olhão.
Originalmente desenvolvido em França, o caviar de caracol começou a ser produzido em Portugal há já alguns anos, sendo toda a produção dirigida à exportação.
Altair Joaquim disse que a ideia de negócio da "CaviarBlanc" no Algarve surgiu há cerca de quatro anos, depois de se "debruçar sobre informações" que o pai trouxera de França sobre helicicultura, processo de criação e exploração de caracóis da espécie Helix Aspersa Maxima.
Há dois anos, a ideia consolidou-se e o projeto de Altair Joaquim foi aprovado e financiado por fundos comunitários no âmbito do PRODER, permitindo a construção de toda a estrutura necessária para a produção de caracóis, e a recolha, tratamento e acondicionamento dos ovos.
O responsável pela CaviarBlanc prevê que a produção de ovos de caracol possa atinja os 200 quilogramas por ano, depois da conclusão de todos os investimentos previstos [uma nova maternidade], o que deverá ocorrer até ao final deste ano.
Para escoar o produto, o empresário aposta nos mercados europeu e asiático, frisando que o grande objetivo é atingir "uma forte implantação nos Emirados Árabes Unidos e em Macau".
"Gostava de dizer que o nosso alvo é o mundo inteiro, para dar a provar o produto a toda a gente. Contudo, neste momento, focaliza-se em distribuidores dos produtos de alta qualidade a nível 'gourmet' e no setor da alta cozinha", explicou o produtor algarvio.
Em Portugal, a estratégia de promoção do "caviar branco" passa pelo contacto direto com chefes cozinheiros prestigiados, tendo conseguido que o produto começasse já a ser utilizado por Luís Mourão, responsável pelo restaurante Al Químia, do Epic Sana Algarve Hotel, um hotel de cinco estrelas de Albufeira.
"É um caviar diferente que não é utilizado com frequência, mas tem tido muito boa aceitação por parte dos clientes. Tem sido uma experiência interessante", disse Luís Mourão.
Apesar da boa reação que tem tido dos clientes, Luís Mourão reconheceu que, por vezes, se disser que se trata de ovas de caracol, o cliente "fica um pouco reticente". Se disser que é caviar branco, "fica bem, sai melhor".
Em plena cozinha, Luís Mourão explicou que a grande diferença entre o caviar tradicional de esturjão e o caviar de caracol está no sabor.
"Enquanto o outro [esturjão] sabe mais a mar, este tem um sabor a terra, um bocadinho mais salgado. São coisas completamente diferentes", descreveu.
'Escargot' com caviar branco e pão de pistacho, 'foie gras' -- fígado de pato ou ganso - temperado com caviar branco em vez da tradicional flor de sal e uma margarita onde o caviar branco substituiu novamente o sal são algumas propostas apresentadas por Luís Mourão e a sua equipa.
O chefe disse ter sido fácil associar os ovos de caracol aos pratos do seu menu que têm 'escargot' e que as características do próprio caviar propiciam a sua conjugação com outras iguarias.
A empresa 'CaviarBlanc' de Olhão está a direcionar a divulgação e comercialização do produto para os chefes de cozinha, disponibilizando cada frasco de 28 gramas por 42 euros.

Cuba invadida por gigantes africanos

Esta espécie pode crescer até ao tamanho de um rato e é uma ameaça às espécies locais e também para os humanos.

giant snail
Fotografia © Timur V. Voronkov | Wikimedia Commons
Cuba detetou uma invasão de caracóis gigantes africanos. Esta espécie chegou a Havana no verão passado, mas não se sabe a causa, anunciou a BBC.
A espécie, que cresce até ao tamanho de um rato, é extremamente destrutiva e a sua chegada ameaça outras espécies de moluscos que apenas existem em Cuba, pois comem muitas das plantas que encontram e que são vitais para a sobrevivência de outros seres vivos. Estes caracóis são, assim, considerados uma das piores pragas do mundo.
Os moluscos que invadiram Cuba, para além de se adaptarem rapidamente ao ecossistema, também se reproduzem de uma forma acelerada - conseguem pôr entre 100 a 300 ovos por mês.
Cuba vai tentar controlar a população destes caracóis, e posteriormente removê-los à mão, mas a erradicação é praticamente impossível.
Para além de ser perigosa para outras espécies, esta espécie de caracóis é também perigosa para os humanos porque transporta um parasita que causa meningite.
Os caracóis gigantes africanos já invadiram outros países como o Brasil e a Venezuela.

Notícia DN 20150216

Investigação: A vibração dos caracóis

Contra a doença vibroacústica 

Quatro estudantes dos Açores venceram o Concurso de Jovens Cientistas com uma investigação sobre os efeitos dos sons de baixa frequência na glândula digestiva dos caracóis.

A explosão foi de alegria com lágrimas à mistura. Quando o júri anunciou que a equipa da Escola Secundária da Lagoa, nos Açores, era a grande vencedora do concurso da IV Mostra Nacional de Ciência, organizada pela Fundação da Juventude, com o Programa de Biomonitorização da Doença Vibroacústica, os jovens não cabiam em si de contentes. Seguiram-se os restantes premiados, na certeza de que todos os concorrentes se sentiam ganhadores. O facto de estarem ali, no Museu da Electricidade, naquele dia, com uma exposição pública tão grande, já foi um “verdadeiro prémio”, como muitos acentuaram.

A doença vibroacústica (DVA) não é não muito conhecida, mas afecta milhares de pessoas em todo o mundo. Causada pela exposição excessiva aos RBF (sons com frequências iguais ou inferiores a 500 hertz), dentro deste grupo incluem-se os infra-sons (menos de 20 Hz), que não se ouvem mas se sentem. E é extremamente difícil um ser humano não se encontrar exposto aos RBF, nos nossos dias, pois existem muitas fontes.

Os RBF têm consequências em todo o organismo e, apesar de a grande maioria não ser perceptível ao ouvido humano, o organismo reage quando é exposto, sobretudo no que concerne ao tecido conjuntivo, pois há um aumento da produção de colagénio pelas células deste tecido, que se vai depositar em diversas estruturas cardíacas.

A acumulação excessiva provoca o aumento de rigidez destas estruturas, afectando o sistema circulatório, o que leva a uma distribuição anormal de oxigénio pelo organismo, causando, entre muitas outras patologias, a epilepsia. O tempo de exposição determina os sinais e sintomas demonstrados pela população sujeita a ambientes com RBF, sendo tanto mais graves quanto maior o tempo de exposição.

O estudo dos jovens açorianos consistiu no desenvolvimento de um programa que permitiu biomonitorizar os efeitos desta doença em seres vivos no seu meio natural. Até agora, apenas foram realizados estudos da DVA utilizando animais (mamíferos) em meio laboratorial, o que confere a este projecto um carácter inovador e mais próximo da realidade. Com vista à biomonitorização em meio natural desta doença, seleccionou-se como bioindicador, para este trabalho, o Helix aspersa (o vulgar caracol de jardim) e, como biomarcador, a sua glândula digestiva. Tendo como base medições sonoras prévias, procedeu-se em quatro locais diferentes da ilha de São Miguel à recolha de espécimes aos quais foi removida a glândula digestiva, após o que se iniciou um procedimento histológico, para obter preparações definitivas de todas as amostras, de modo a poder analisar o tecido conjuntivo.

Os resultados obtidos neste projecto levam a concluir que o Helix aspersa é um bom bioindicador para futuras pesquisas relacionadas com a DVA, e que a sua glândula digestiva, especificamente o tecido conjuntivo presente, é um bom biomarcador de efeito para o problema em estudo, o que permitirá a intervenção precoce no desenvolvimento da patologia e, assim, prevenir os efeitos mais graves desta doença.

Fonte: Superinteressante

Snail farming - European Commission

Interessante vídeo sobre a criação de caracóis a nível europeu e a sua expansão e possibilidades de crescimento. 
Legendado em Inglês.

Criação de caracóis na Austrália - SNAIL FARMING IN AUSTRALIA

Receita de Caracóis no Espeto

Mais uma receita deliciosa para surpreender os seus familiares e amigos

Ingredientes:
  • 8 a 10 caracóis (por pessoa) pré-cozidos e retirados da concha
  • tiras de bacon
  • cogumelos
  • 1 ovo batido
  • sal e pimenta a gosto
  • alho
  • farinha de trigo ou pão ralado
  • manteiga
  • azeite
Confecção:
  • Intercalar em cada espeto (bem pequeno) 1 ou 2 caracóis com pedacinhos de bacon e cogumelos. 
  • Passar por uma mistura de ovo batido com o azeite, o sal, a pimenta e o alho, e depois passar na farinha ou pão ralado. 
  • Fritar na manteiga, girando-os na frigideira até ficarem totalmente dourados. 
  • Servir em seguida.
  • Para acompanhar aconselhamos um vinho branco leve, bem fresco.

O caracol

Caracol

Os caracóis são moluscos gastrópodes, não são insectos como as moscas e os escaravelhos nem aracnídeos como as aranhas. Têm uma espécie de “pé” que lhes permite deslizar sobre um rasto de muco que segregam. Os caracóis deslocam-se muito devagar, mas conseguem fixar-se e subir ou descer sempre que for necessário.
Na sua generalidade, os caracóis são ao mesmo tempo macho e fêmea (hermafroditas) e podem acasalar com qualquer outro caracol da sua espécie, desde que este se mostre disponível!

É chique pedir escargots num restaurante, mas estes não passam de caracóis! 
Podemos comer os caracóis do nosso quintal desde que depois de capturados fiquem sem alimento durante uns dias, para limpar o seu sistema digestivo. 
São uma delícia!


Concha: é feita de cálcio, endurecida para proporcionar protecção contra a maioria dos predadores, mas não contra todas as aves.

Padrão: o padrão das conchas dos caracóis difere de espécie para espécie. No entanto, na mesma espécie, alguns indivíduos exibem uma coloração diferente.

Espiral: no sentido dos ponteiros do relógio ou no sentido contrário, consoante a espécie.

Alimento: principalmente plantas, mas certos caracóis são predadores e comem outros caracóis, também podem comer excrementos de aves.

“Pé”: os caracóis deslocam-se usando o seu músculo ventral que é muito desenvolvido.

Tentáculos: na extremidade dos tentáculos ficam os olhos do caracol.

Pele: sensível, depende da protecção da concha para não secar.

Muco: permite a deslocação do caracol, protege-lhe a pele e ajuda-o a fixar-se em superfícies lisas, como as folhas.

Rádula: “língua”, tipo ralador, que lhes permite desfazer a comida.


Espécie em vias de extinção: os caracóis podem parecer animais vulgares, mas alguns encontram-se ameaçados de extinção. Por exemplo, muitas espécies do género Partula encontram-se extintas na natureza devido à acção do Homem. Outras existem apenas em cativeiro, reproduzindo-se em jardins zoológicos.

Pragas: certas espécies de caracóis podem constituir uma praga para os agricultores quando devoram as plantas cultivadas.

Reprodução: os caracóis têm uma corte elaborada que se inicia pelo disparo de um dardo “de amor” por ambos, que os predispõe para o acasalamento! Depois de acasalarem, ambos podem pôr ovos.

Postura: os caracóis escavam um buraco e enterram entre 30 a 50 ovos no chão. Estes ovos são redondos e possuem uma casca branca dura.

Desenvolvimento directo: quando os ovos eclodem, os jovens caracóis já têm a respectiva concha e crescem até atingir o estado adulto.

Espécies: conhecem-se cerca de 35 mil espécies de gastrópodes que incluem os caracóis e as lesmas. Os gastrópodes pertencem ao grupo dos moluscos que são na sua maioria aquáticos, e entre as quais se incluem os bivalves, os polvos e as lulas.

Caviar de caracol algarvio a 1500 euros o quilo

Jovem de 29 anos aposta em negócio inovador e prepara-se para exportar para China e Dubai


Aquele que poderia ser considerado o jovem mais empreendedor do Algarve, Altair Joaquim, de 29 anos, está a apostar forte na criação e produção de “caviar” de caracol, na zona de Olhão, e já se prepara para exportar para a China e o Dubai. 
As ovas são consideradas super exclusivas já que são bastante raras. 
Um quilo pode valer mais de 1500 euros, conta o jovem algarvio, que há quatro anos criou a ‘Caviar Blanc’ para se dedicar a este “produto inovador” e com um enorme potencial. Altair sonha tornar o Algarve num local de grande relevo na produção deste tipo de caviar…

Escargot Caviar

If you think gathering sturgeon caviar is hard, consider this: scientists say that when snails make love, it can take anywhere from seven hours to a few years to complete the act, after which the snails lay only about 100 eggs in the dirt.
That’s a lot of love that goes into those eggs, and for a few enterprising, daring chefs, those eggs are an earthy, woodsy garnish for blinis, salads, or soups. For Chef Matthew Dolan of San Francisco’s Twenty-Five Lusk, the tiny white pearls have become an obsession that he took back with him from Finland.
“I heard about them in Helsinki, where there’s a very deep fish egg culture, but I didn’t try them,” Dolan says. At least initially, he was understandably turned off by the idea of eating snail eggs. But thanks to a stubborn purveyor who kept foisting tins of the unusual ovaries on him, Dolan relented. “I had the idea that it would be the slimiest, nastiest thing out there,” he says. “But I was wrong. It tasted like the forest floor. The flavors were more like aromas. It was like a pine forest on a warm summer day.”
His initial distaste has quickly molted into obsession, and a need to find the perfect flavor combination for the pearly white caviar, which resemble cooked Israeli couscous but have a firmer texture. “After I tasted the caviar, I couldn’t stop talking about it. I ended up eating half the tin. My wife was like, ‘if I hear about escargot caviar one more time…’”
Dolan might be abundant in his praise, but escargot caviar actually has an understated elegance. It’s almost like a flavor Rorschach test: the caviar tastes different to everybody. For some, the eggs bring out hints of pine, mushroom, and rosemary. For Dolan’s sommelier, they tasted a bit like grape leaves (“maybe the snails were snacking on them that day? I dunno,” he says). Some, like Kelly Stern, owner of Beverly Hills Caviar, say they taste like non-spicy onions. One thing has been almost universal, though: diners at Twenty-Five Luskhave almost all taken to snail caviar with wide-eyed pleasure. “They all go in expecting one thing, something very assertive, and then they’re amazed that it’s so mild and pleasant,” Dolan says. “It’s like a surprise and a relief at the same time.”

PURVEYOR STARTS THE SLOW(ER) FOOD MOVEMENT

Snail caviar is a rare product in Europe, and rarer still in the United States—mostly because for years the eggs were thought bland and tasteless. But several years ago a former French chef-turned-snail-harvester decided to change up the cultivation process, which has now led to a tiny but burgeoning snail caviar industry and a growing appetite for the eggs.
Many credit the growing popularity to Dominique Pierru, who in 2004 claims he and his wife “wanted to have a more stable, sedentary profession and snail breeding was the perfect answer.” Pierru claims to have removed the pasteurization process, which had previously dulled the caviar’s earthy flavors, instead simply quick-blanching the eggs in a hot bouillon and then curing them in sea salt, starch, citric acid, and rosemary.
Because of the labor involved—each snail lays only 100 eggs a year—a 30-gram tin of snail caviar can run upwards of $100, more than most domestic sturgeon roe (but not as much as the best Osetra caviar, which still reigns supreme).
Some chefs have run across the caviar by accident, and may start including the item in dishes. Former Chez TJ Chef Joey Elantario says he ran across dollops of snail caviar in the Palo Alto, California, restaurant’s garden, but harvesting enough of the eggs for a dish would be near-impossible. “They were great, though. We [the kitchen staff] snacked on them,” he says.

NOT IN THE CHAMPAGNE ROOM

One mistake some chefs might make is treating snail caviar like its fishy cousin. “We see it as a very fine way to serve something that tastes faintly like vegetables,” says Stern, whose company has sold snail eggs for five years and is now offering tins of it at new caviar vending machines. “You have to eat something else to understand its flavor. On its own it’s not impressive, but in contrast it shows off its flavor.”
Even the time-tested caviar combo of blinis, crème fraîche, and Champagne becomes tricky with snail eggs, which are far less assertive and taste much earthier than sturgeon. “You need to get away from blini and crème fraîche,” Dolan says.
StarChefs.com tasted Dolan’s second attempt at flavor pairing snail caviar, an ahi tuna appetizer with vanilla powder and avocado mousse. The caviar gave a nice balance to the fish and served almost as a truffle addition—gilding the lily with a bit of luxury beyond the reach of most mortals.

Produção de caracóis rende três milhões e está a crescer em Portugal

A produção de caracóis em Portugal ultrapassa as 500 toneladas/ano e rende três milhões de euros, mas pode crescer muito se multiplicar as exportações, segundo dados divulgados hoje na Lourinhã no I Encontro Nacional de Helicicultores.

A informação disponibilizada aponta para a existência de centena e meia de produtores, de norte a sul do país, e 300 hectares de área de produção.

Entre 2012 e 2013, o número de produtores aumentou mais de 200%, graças em parte ao financiamento comunitário de projetos.

Antes de 2009, estima-se, existiriam apenas cinco produtores em todo o país, mas a procura por áreas de negócio alternativas à agricultura tem vindo a atrair investidores e em 2013 os produtores eram já mais de 60.

A Helixcoop, a única cooperativa de helicicultores a nível nacional, tinha 13 associados em 2011, quando foi constituída, e hoje possui cerca de 30. 

Em Portugal, são consumidas por ano cerca de 13 mil toneladas de caracóis, de várias espécies, por ano. 

Dados de 2014 apontam para mais de 500 toneladas produzidas e três milhões de euros faturados. Desta produção, 80 a 90% tem como destino o mercado nacional, mas em 2014 o país importou 1,1 toneladas, adquiridas a um preço médio de um euro por cada quilograma.

Em contrapartida, exportou 22,6 toneladas, vendendo o produto a um preço médio de três euros o quilograma e tendo como principais mercados a Espanha, França, Itália, os grandes concorrentes de Portugal no mercado externo. Entre os mercados emergentes estão países asiáticos e árabes.

Os helicicultores querem, por isso, valorizar a produção nacional, combatendo a entrada de outras espécies, como a "caracoleta de Marrocos", vendida a baixos preços e sem grande qualidade, e apostando na exportação e na transformação do produto, por exemplo, com a venda de miolo de caracol ou pratos já confecionados.

"É um produto com grande valor nutricional, nomeadamente proteico, e pode substituir muitas carnes, por ter baixo teor de gorduras", explicou Paulo Geraldes, presidente da Helixcoop, que tem sede na Lourinhã.

Os caracóis têm também compostos bioativos que previnem o cancro, motivo pelo qual os ovos e a baba de caracol são procurados pela indústria farmacêutica. O helicicultor adiantou que 1 a 2% da produção tem já esse destino.

A Helixcoop está a desenvolver um projeto para criar a primeira organização de produtores do país, no sentido de organizar a produção e criar canais de comercialização, não só junto de cadeias de hipermercados nacionais, que já absorvem 15 a 20 toneladas, bem como no estrangeiro.

LUSA
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