Artigo recomendado. Caracóis

Começou em Maio a época dos caracóis e das caracoletas. Diz a tradição popular que a época dos caracóis decorre durante os meses sem erres, começando portanto em Maio e terminando em Agosto. Este ano as chuvas tardias terão atrasado ligeiramente o inicio da época mas mesmo assim já em Abril haviam caracoladas a circular pelas redes sociais fora. Quando não vou comer caracóis fora de casa a sítios como a Adega do Atum (ainda não fui lá picar o ponto este ano...) fazemos em casa, normalmente apanhados pelo meu pai na zona de Vendas Novas. 



A arte da preparação do caracol é uma arte objeto de muitos segredos e os nossos caracóis são sempre melhores que os do vizinho. Esta receita resulta de um cumulo das receitas da minha mãe e do meu sogro ao qual juntei alguns toques pessoais. 


O caracóis idealmente não devem comidos logo após a apanha devendo ser mantidos vivos durante alguns dias numa saca ou outro recipiente para limparem alguma terra e outras impurezas que possam ter, podendo ser-lhes dadas rodelas de batata para que não morram à fome nem fiquem magros. 


O processo de preparação dos caracóis é demorado e se o processo for feito todo de seguida deverá ser iniciado cerca de 2h a 3h antes da hora do seu consumo. O primeiro passo é verificar se a cerveja já está no frigorífico a refrescar. Se não estiver, reabasteçam o frigorífico e ponham algumas no congelador para garantir que têm cerveja fresca quando começarem a comer os caracóis. Depois deste pormenor critico, podem passar à lavagem dos caracóis que ao contrário da cerveja é um dos pontos de discórdia fervorosa entre os apreciadores de caracóis. Há quem defenda a lavagem utilizando somente água fria e há quem defenda a utilização sal e vinagre na água. O sal e o vinagre provocará uma reação do caracol que supostamente expulsará mais muco (ou como as pessoas normais diriam, ranho...). Os opositores da adição de sal e vinagre na lavagem defendem que o sal e vinagre secarão o caracol e que a reação do animal à agressão consumirá energia e líquidos reduzindo a qualidade do caracol. Eu já os lavei das duas maneiras e confesso que não noto uma diferença assim tão radical. Se optar por usar sal e vinagre use com contenção e somente na primeira água de lavagem. Esta é a prática habitual na minha casa. Independentemente disto, colocar os caracóis num recipiente com a água e esfrega-lhos vigorosamente entre as mãos durante 2 ou 3 minutos, mudar a água e repetir até que a água fique relativamente limpa. Normalmente deverão bastar umas 2 ou 3 águas. 



Preferencialmente não os cozinhe logo e deixe-os no tacho sem água durante algum tempo. Não se esqueça de colocar a tampa no tacho pois caso contrário vai ter de andar pela cozinha a apanhar caracóis... Quando faltar cerca de 1h30m para a refeição colocar água no tacho até cobrir os caracóis e pôr o tacho no bico mais pequeno do fogão com o bico no mínimo. Não deverá colocar quaisquer temperos nesta altura. De novo a tampa é essencial... Eles não gostam muito de sauna e vão tentar fugir... A ideia é que a temperatura suba o mais lentamente possível de modo a que os caracóis saiam todos da casca antes de morrerem. Idealmente este processo deverá durar 20 a 30 minutos. Quando já não houver nenhum caracol a tentar trepar a paredes do tacho é sinal que deverão estar todos mortos. Caso deseje dividir o processo de preparação em duas partes este será o ponto ideal para interromper o processo. Conserva-los com água da cozedura e se interromper a preparação por um período prolongado poderá ser recomendável mante-los refrigerados. 



Cerca de 1 hora antes de os servir coloca-los em lume médio para a água da cozedura levantar fervura. Agora a tampa do tacho já é dispensável... Já não vão fugir... Após a água ter levantado fervura retirar a espuma que se vai formando à superfície da água da cozedura com uma escumadeira até que esta se deixe de formar. Nesta altura devem juntar-se todos os temperos com a exceção dos orégãos. Normalmente os temperos que uso são sal, uma cebola cortada ao meio, 3 ou 4 alhos em camisa (com a casca), casca de uma laranja, casca de um limão, uma ou duas folhas de louro, uma malagueta fresca sem sementes e bacon cortado em fatias pequenas. Normalmente acrescento um caldo de carne tipo knorr. Heresia, dirão... Mas resulta... Se preferirem podem preparar um caldo de carne caseiro que certamente fará ainda melhor figura. Por vezes uso restos de molhos de pratos de carne para complementar ou substituir o caldo de carne. Da última vez que fiz usei um resto de molho de ensopado de borrego que tinha no congelador. Sejam criativos, tenham só cuidado para não usar molhos demasiado gordurosos, pois embora se deva acrescentar um pouco de gordura no tempero, o molho não deverá ficar gorduroso. Assim se não acrescentaram qualquer outra gordura devem acrescentar um pouco de azeite. O bacon também pode ser substituído por toucinho, presunto ou chouriço embora eu prefira o bacon pela combinação do fumado e da carne magra com a gordura. A malagueta fresca pode ser substituída por secas ou por molhos picantes mas sempre com contenção. O picante deve ser usado para temperar e não gosto que este comece dominar os sabores. Prefiro as malaguetas frescas porquê normalmente dão um picante bastante suave em que se sente o picante sem que este seja demasiado agressivo.


Dois temperos que são menos tradicionais mas que uso com bons resultados é o Glutamato de Sódio (também conhecido como Glu-Tai-Moto ou Aji-No-Moto) e o Caril. O Glutamato de Sódio é uma espécie de sal que confere aos alimentos o chamado quinto sabor, o umani, e que funciona também como intensificador de sabor. É muito usado na comida japonesa e chinesa e devido às suas propriedade de intensificação de sabor permite reduzir a quantidade de sal nos alimentos. É um aditivo alimentar considerado tão ou mais seguro que o sal e provavelmente mais saudável, embora seja por vezes associado a reações alérgicas. Não existem estudos conclusivos acerca da sensibilidade ao Glutamato de Sódio mas os estudos efetuados parecem indicar uma sensibilidade em menos de 1% da população com efeitos muitos ligeiros. Há uns anos um chef amigo partilhou este "segredo" com o pai da Ana e normalmente adicionamos um pouco de Glutamato de Sódio além do sal. 




A ideia do caril tive-a enquanto comia uns caracóis na Adega do Atum. A certa altura pareceu-me sentir um ligeiro sabor a caril nos caracóis e pareceu-me bem... Não sei ao certo se eles usam ou não e até pode ter sido a combinação de outros sabores que me fizeram lembrar caril mas o que é certo é que experimentei e resulta. Deve ser usado com contenção, pois o objectivo não é fazer caril de caracol mas só dar ao caracol mais um pouco de tempero. Provavelmente o cheiro a caril ficará a sentir-se na cozinha mas se não exagerarem na quantidade depois não se irá sobrepor aos outros sabores do molho.



Com os temperos todos no tacho deve-se deixar em lume brando durante uns 10, 20 minutos para que os temperos cozinhem e se integrem no sabor do molho e do caracol. Provar o molho para ver se é necessário acrescentar mais sal. Provar os caracóis não servirá de muito pois neste momento estes ainda não deverão ter adquirido todo o sabor dos temperos. Depois de corrigido o nível de sal deixar ao lume durante mais uns minutos e desligar o lume. Só agora deve ser acrescentada uma dose generosa de orégãos. Se o orégãos forem acrescentados juntamente com os outros temperos poderão deixar ficar um amargor menos agradável pelo que só deverão ser acrescentados nesta altura. Há quem use os ramos dos orégãos com menos folhas para evitar este amargor e os junte com o resto dos temperos mas cá em casa preferimos usar as folhas e acrescenta-las só no fim. Com o lume já apagado deverá esperar-se pelo menos meia hora antes de servir os caracóis para que estes ganhem o sabor dos temperos.


Aproveitem esta meia hora para torrarem pão, que com um pouco de manteiga, fará muito boa companhia aos caracóis. Eu sei que quem cresceu a norte do Tejo não percebe bem esta coisa de acompanhar caracóis com pão torrado mas vão por mim, funciona. 

Autoria: Rui B. Pereira  (in Reserva Recomendada)

Jogo dos caracóis

Um jogo ao estilo Angy Birds mas com os nossos amigos caracóis Muito divertido de jogar

Estão de volta os caracóis!

Todos os anos a fórmula repete-se: chega o calor e as esplanadas enchem-se de fanáticos dos caracóis. Um negócio sazonal, alimentado (também) à custa das toneladas que se importam de Marrocos

A época dos caracóis abre mesmo antes de abrir. Depois de um inverno à míngua, assim que surgem os primeiros dias de calor, os clientes habituais começam a perguntar por este petisco nos restaurantes e cafés. Mas só agora eles estão por todo o lado, fazendo-se anunciar com um "Há Caracóis", pespegado nas montras.
Esta é a altura em que a população se divide entre os que não compreendem a euforia em torno destes pequenos animais ("blegh!"), que se sugam com a ajuda de um palito, e os que não perdem uma oportunidade para comê-los enquanto dura a estação.
Cristina Santos Silva, 49 anos, está todo o ano à espera que os caracóis lhe caiam no prato. De maio a agosto, junta-se com as amigas todas as sextas-feiras, para satisfazer esse desejo. Entretanto, vai aproveitando os finais de tarde para continuar a petiscar com a família. Encontramo-la no Boa Esperança, em Benfica, à mesa com o seu filho António Bernardo, de 22 anos. Enquanto falamos, os dois despacham uma travessa (€8) - "há que comê-los quentinhos". E assim que a cunhada Sofia se senta à mesa, mandam logo vir outra.
Esta pequena cervejaria tem bom caracol, diz-se. Há pelo menos 28 anos, desde que Joaquim Gomes pegou no negócio, que assim é. O fornecedor traz-lhe carregamentos da zona de Fátima e, como o armazém fica na Brandoa, pode pedir-lhe mais, consoante a procura, mesmo que seja ao fim de semana. "O nacional é mais pequeno e fininho, mas também mais saboroso. Os clientes estão habituados a estes", nota Joaquim.

De Marrocos, ao preço da chuva
Já se sabe: o nosso está sempre a ser comparado ao de Marrocos, país de onde vem a maioria dos espécimes que se comem em Portugal. Francisco Conde, da Casa dos Caracóis, é um dos maiores responsáveis por importá-los, abastecendo os principais supermercados e restaurantes nacionais (a norte do Mondego ninguém quer saber desta iguaria). Só em 2013 - "um ano espetacular" - comprou cem toneladas por semana. Quando a época acaba, Francisco Conde pega na família e vai passear. O negócio, diz, "dá para vivermos todos, o ano inteiro".
Agora, está prestes a abrir a primeira casa em Lisboa, na Rua de Campolide (tem mais nove na margem sul). Trata-se de uma "superloja, que também tem take away", onde haverá caracóis crus (de €2 a €3,5 o quilo) ou cozinhados (€8,5 a dose). Ele compra-os a menos de um euro por quilo aos marroquinos. Não admira, pois, que em Portugal não haja produção de caracóis (só de caracoletas). Mónica Faria, presidente da única cooperativa agrícola de helicicultores, que apenas investe na caracoleta, explica: "Eles chegam de Marrocos ao preço da chuva. É impossível concorrer com aquele produto."
No entanto, Paulo Fragoso, da Biocaracol, dedica-se a distribuir exemplares nacionais, que são apanhados por várias pessoas nos campos da região de Santarém. E chega a vender cerca de mil quilos por semana, dependendo da qualidade do marroquino. "Esse acaba mais cedo do que o nosso, porque lá faz muito calor. Então, passo a trabalhar com o nacional", explica Vasco Rodrigues, filho do Júlio dos Caracóis, uma instituição na matéria. Neste momento, há 310 lugares na Rua Vale Formoso, perto de Chelas, à espera dos clientes habituais, que já nem questionam o segredo para tanto sucesso. "Só posso dizer que usamos uns produtos que vêm de Espanha", desvenda. De resto, é ele quem lava e coze os gastrópodes, com toda a ciência. O resultado está à vista de quem por lá passe: "A partir das cinco da tarde até às dez da noite é um mundo de gente." Com doses a cinco euros, faça-se as contas...

Petiscar sem culpa
Descansem os adictos de caracóis - desde que não se abuse nas imperiais que normalmente os acompanham, nem se mergulhe o pão no molho, estes petiscos só trazem benefícios nutricionais. Eles são:
  • Ricos em água (70 a 85%)
  • Muito proteicos (13 a 15%)
  • Pobres em lípidos (0,3 a 0,8%), mas com boa quantidade de ácidos gordos polinsaturados
  • Abundantes em sais minerais, sobretudo magnésio, cálcio, ferro, cobre e zinco
  • Dietéticos - 100g de caracóis cozinhados têm menos de 100 calorias

Caracóis: petisco nutritivo de verão


Rico em proteínas, pobre em gorduras e calorias, o caracol é um bom alimento em casa ou no restaurante.

À venda sobretudo entre maio e princípio de setembro, os caracóis são um petisco de verão muito apreciado. Em França, são conhecidos por escargots. Em Portugal, são caracóis ou caracoletas, consoante o tamanho. Constituídos por água, ricos em proteínas e pobres em gorduras, os caracóis são um alimento nutritivo.
Calorias a acompanhar
Pesquisámos em laboratório o valor nutricional de 100 gramas de caracóis cozidos em água e comparámos com os vendidos em restaurantes já cozinhados. Não encontrámos diferenças significativas entre os dois modos de preparação.
A água é o principal constituinte do caracol. É ainda um alimento rico em proteínas e pobre em gorduras. Contém sais minerais, como magnésio, ferro e zinco que garantem a saúde do organismo.
Mesmo os caracóis cozinhados em restaurantes têm um baixo valor calórico: cerca de 100 kcal por 100 gramas. A forma como são confecionados não altera as suas calorias, mas o acompanhamento da refeição, como cerveja ou pão, já faz a diferença.
De Marrocos para Portugal
A maioria dos caracóis à venda são oriundos de Marrocos. A pouca criação que existe no nosso país é, sobretudo, de caracoleta.
Comprado a cerca de 1 euro por quilo, em Marrocos, são vendidos por um preço bastante superior nos cafés e restaurantes. Uma dose, equivalente a um prato de sobremesa, custa cerca de 5 euros. Nos mercados e lojas são vendidos vivos entre € 3 e € 5 por quilograma.
Calorias do Caracol - Mapa comparativo
Calorias do Caracol - Mapa comparativo

Preparar e degustar sem riscos
  • Ao cozinhar caracóis em casa, tenha cuidado com a limpeza dos mesmos, dado o seu pé estar em constante contacto com o chão. Comece por retirar, com a ponta de uma faca, o opérculo, ou seja, uma formação calcária que tapa a abertura da concha.
  • Verifique se o animal está vivo. 
  • Lave os caracóis com água morna e sal. Repita a operação várias vezes, mudando sempre a água. Coloque-os numa panela com água e cozinhe-os em lume brando. Depois de cozidos, escorra-os.
  • Ponha os caracóis de novo numa panela com água. Tempere com sal, alho, cebola, orégãos, margarina e, se gostar, piripíri ou presunto. Deixe cozer cerca de 40 minutos.

Festival do Caracol Saloio de 10 a 27 de Julho em Loures

Está de volta o evento por que muitos esperavam. O Festival do Caracol Saloio vai decorrer de 10 a 27 de julho, junto ao Pavilhão Paz e Amizade, em Loures.

Já é uma tradição e um ponto de passagem obrigatório para todos os amantes de caracóis. O evento irá contar com a presença de dez tasquinhas, acompanhadas de muita animação musical, nas quais poderá apreciar iguarias tão variadas como Feijoada de Caracoleta, Rissóis de Caracol, Caracoletas à Bulhão Pato, Pataniscas de Caracol, Ovos Mexidos com Caracoleta e Farinheira, entre muitos outros pratos criativos.
Artesanato e animação infantil são outras das atrações deste festival que decorre de segunda a sexta-feira, das 17h00 às 24h00, e aos fins-de-semana, das 16h00 às 24h00.
Consulte aqui o programa.
Nota: no âmbito da realização do Festival do Caracol Saloio, o parque de estacionamento junto ao pavilhão Paz e Amizade irá encerrar de 27 de junho a 1 de agosto. 

Festival do Caracol no Vale de Santarém



O Rancho Folclórico do Vale de Santarém vai realizar entre 26 e 29 de Junho a oitava edição do seu Festival do Caracol.
Além dos muitos petiscos no bar do recinto, o destaque vai para a actuação de David Antunes e a Midnight Band, no sábado, 28, a partir das 22h00.
Antes, na sexta-feira, às 17h00, a abertura do festival fica marcada pela exibição, em ecrã gigante, do jogo Portugal - Gana, a contar para a última jornada da primeira fase do mundial de futebol. A partir das 21h30 atua o duo Novo Ritmo.
No domingo, 29, o ponto alto será a mega aula de zumba, prevista para as 21h30

O primeiro pastel de nata de caracol

O pastel de nata de caracol é uma das novidades da edição de 2014 do Festival Internacional do Caracol, em Castro Marim, que regressa à Colina do Revelim de Santo António, de sexta a domingo.
Ao longo dos três dias do festival, 14 tasquinhas vão confeccionar perto de três mil litros de caracol preparado "à moda do Algarve" mas também com propostas de chefs franceses, espanhóis, italianos e marroquinos, explicou à agência Lusa a vereadora Filomena Sintra.
O evento, que vai na sexta edição a nível internacional, oferece ao público um "menu" onde o caracol é o ingrediente estrela mas onde não vão faltar a doçaria típica do Algarve, a animação de rua e um cartaz de espectáculo musicais.
O pastel de nata de caracol vai ser apresentado por um participante de Loures que se propõe a apresentar uma nova receita por ano, tendo no ano passado lançado a empada de caracol que este ano volta ao festival com a receita "afinada", explicou a vereadora.
Filomena Sinta explicou ainda que foram preparadas actividades dedicadas aos mais jovens, que incluem acções de sensibilização e informação sobre o caracol e também a iniciativa "adopta o teu caracol".
"As crianças podem levar um caracol para casa", contou a vereadora da cultura da Câmara de Castro Marim acrescentando que as crianças escolhem um caracol, dão-lhe um nome, colocam numa caixa alusiva à iniciativa e levam-no para casa.
Filomena Sintra disse que são esperados milhares de visitantes e que estão a fazer promoção para atrair visitantes espanhóis.
Aquela responsável contou que o número de visitantes espanhóis tem vindo a intensificar-se a cada edição, mas admitiu que a ideia generalizada de que o acesso ao Algarve implica pagamento de portagens não facilita a decisão dos turistas.
"Em todos os nossos materiais gráficos colocamos sempre a frase 'num Algarve sem portagens' mas mesmo assim é difícil" explicar que existem duas saídas não portajadas, comentou a vereadora.
Afirmar Castro Marim como destino dos melhores caracóis do Algarve e potenciar os produtos tradicionais, a cozinha e a cultura mediterrânicas é o objectivo da iniciativa.
O festival abre diariamente às 18:00 e a entrada no recinto e os espectáculos são gratuitos.
Lusa/SOL

CURSO: Workshop em Criação de Caracóis

A todos os que nos têm contactado sobre a realização de cursos ou workshops de criação de caracóis, deixamos esta sugestão um pouco já em cima da hora mas da qual só agora tomámos conhecimento.
Atenção que as informações devem ser obtidas junto dos promotores do evento, pelo que se aconselha que estejam ligados no facebook antes de aceder ao evento.






Chegou a época de comer caracóis !


Estão de volta os caracóis!

Todos os anos a fórmula repete-se: chega o calor e as esplanadas enchem-se de fanáticos dos caracóis. 
Um negócio sazonal, alimentado (também) à custa das toneladas que se importam de Marrocos


A época dos caracóis abre mesmo antes de abrir. Depois de um inverno à míngua, assim que surgem os primeiros dias de calor, os clientes habituais começam a perguntar por este petisco nos restaurantes e cafés. Mas só agora eles estão por todo o lado, fazendo-se anunciar com um "Há Caracóis", pespegado nas montras.
Esta é a altura em que a população se divide entre os que não compreendem a euforia em torno destes pequenos animais ("blegh!"), que se sugam com a ajuda de um palito, e os que não perdem uma oportunidade para comê-los enquanto dura a estação.
Cristina Santos Silva, 49 anos, está todo o ano à espera que os caracóis lhe caiam no prato. De maio a agosto, junta-se com as amigas todas as sextas-feiras, para satisfazer esse desejo. Entretanto, vai aproveitando os finais de tarde para continuar a petiscar com a família. Encontramo-la no Boa Esperança, em Benfica, à mesa com o seu filho António Bernardo, de 22 anos. Enquanto falamos, os dois despacham uma travessa (€8) - "há que comê-los quentinhos". E assim que a cunhada Sofia se senta à mesa, mandam logo vir outra.
Esta pequena cervejaria tem bom caracol, diz-se. Há pelo menos 28 anos, desde que Joaquim Gomes pegou no negócio, que assim é. O fornecedor traz-lhe carregamentos da zona de Fátima e, como o armazém fica na Brandoa, pode pedir-lhe mais, consoante a procura, mesmo que seja ao fim de semana. "O nacional é mais pequeno e fininho, mas também mais saboroso. Os clientes estão habituados a estes", nota Joaquim.

De Marrocos, ao preço da chuva
Já se sabe: o nosso está sempre a ser comparado ao de Marrocos, país de onde vem a maioria dos espécimes que se comem em Portugal. Francisco Conde, da Casa dos Caracóis, é um dos maiores responsáveis por importá-los, abastecendo os principais supermercados e restaurantes nacionais (a norte do Mondego ninguém quer saber desta iguaria). Só em 2013 - "um ano espetacular" - comprou cem toneladas por semana. Quando a época acaba, Francisco Conde pega na família e vai passear. O negócio, diz, "dá para vivermos todos, o ano inteiro".
Agora, está prestes a abrir a primeira casa em Lisboa, na Rua de Campolide (tem mais nove na margem sul). Trata-se de uma "superloja, que também tem take away", onde haverá caracóis crus (de €2 a €3,5 o quilo) ou cozinhados (€8,5 a dose). Ele compra-os a menos de um euro por quilo aos marroquinos. Não admira, pois, que em Portugal não haja produção de caracóis (só de caracoletas). Mónica Faria, presidente da única cooperativa agrícola de helicicultores, que apenas investe na caracoleta, explica: "Eles chegam de Marrocos ao preço da chuva. É impossível concorrer com aquele produto."
No entanto, Paulo Fragoso, da Biocaracol, dedica-se a distribuir exemplares nacionais, que são apanhados por várias pessoas nos campos da região de Santarém. E chega a vender cerca de mil quilos por semana, dependendo da qualidade do marroquino. "Esse acaba mais cedo do que o nosso, porque lá faz muito calor. Então, passo a trabalhar com o nacional", explica Vasco Rodrigues, filho do Júlio dos Caracóis, uma instituição na matéria. Neste momento, há 310 lugares na Rua Vale Formoso, perto de Chelas, à espera dos clientes habituais, que já nem questionam o segredo para tanto sucesso. "Só posso dizer que usamos uns produtos que vêm de Espanha", desvenda. De resto, é ele quem lava e coze os gastrópodes, com toda a ciência. O resultado está à vista de quem por lá passe: "A partir das cinco da tarde até às dez da noite é um mundo de gente." Com doses a cinco euros, faça-se as contas...

Petiscar sem culpa
Descansem os adictos de caracóis - desde que não se abuse nas imperiais que normalmente os acompanham, nem se mergulhe o pão no molho, estes petiscos só trazem benefícios nutricionais. Eles são:
  • Ricos em água (70 a 85%)
  • Muito proteicos (13 a 15%)
  • Pobres em lípidos (0,3 a 0,8%), mas com boa quantidade de ácidos gordos polinsaturados
  • Abundantes em sais minerais, sobretudo magnésio, cálcio, ferro, cobre e zinco
  • Dietéticos - 100g de caracóis cozinhados têm menos de 100 calorias

Luísa Oliveira (texto publicado na VISÃO 1107, de 22 de maio)

Criação de escargots no Brasil é um investimento lucrativo

Aprenda as técnicas de criação e seja um diferencial no mercado


Escargots têm baixo teor de gordura e colesterol

A criação de escargot, também conhecida como helicicultura, destinada ao comércio no Brasil é recente, data do início da década de 80. Antes disso, os moluscos eram criados como atividade meramente esportiva, por hobby. A necessidade de direcionar esse produto ao comércio é oriunda de uma demanda cada vez mais maior em relação a esse tipo de alimento, nobre e saudável. A carne de caracol é rica em diversas substâncias, como proteína, cálcio, ferro, magnésio e sódio. Quando comparada a outras fontes proteicas, ela ainda se destaca pelo seu baixo teor de gordura e colesterol.

Como criar escargots

O curso Escargots: A Tecnologia Correta de Criação, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, ensina como proceder com o planejamento e a instalação desse negócio, como deve ser feito o manejo e o comércio dos moluscos, além de explicar em detalhes como ocorre a reprodução e a prevenção de doenças em escargots. O professor Edson Assis Mendes e o zootecnista José Luiz Machado, ambos do Instituto de Zootecnia da UFRRJ – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, elencam as espécies de escargots e as características que qualificam cada uma delas.

Instalações da helicicultura

Escargots são ricos em proteína, cálcio, ferro, magnésio e sódio

A instalação necessária para que a criação desses moluscos seja iniciada vai depender de diversos fatores, como a quantidade de animais que se pretende criar, o clima e o relevo do local. É imprescindível que o local onde serão depositadas as caixas de criação seja bem fechado para proteger os caracóis de possíveis predadores e para facilitar o controle da temperatura e da umidade. Mendes e Machado citam que um umidificador é suficiente para ambientes de pequenas criações. No entanto, ele pode ser substituído por borrifadores ou bicos aspersores de água.

Sistemas de criação


O professor e o zootecnista elencam e caracterizam os três tipos de criação de moluscos possíveis:
- Sistema extensivo: quando os escargots são criados ao ar livre;
- Sistema semi-intensivo: quando a eclosão dos ovos ocorre em ambiente controlado, mas os moluscos jovens são levados para o ambiente externo depois de 6-8 semanas;
- Sistema intensivo: quando os caracóis são mantidos em cativeiro.

Caixas de criação

Os animais e seus excrementos não lançam mau cheiro no ambiente de criação

As caixas de criação, segundo Mendes e Machado, devem ser mantidas a uma certa distância do chão a fim de facilitar o manuseamento. Esses pés, ou estacas, precisam ser revestidos com um “avental” de plástico ou metal para impedir que possíveis predadores tenham acesso aos caracóis e os ataquem. Essas caixas de criação, normalmente quadradas ou retangulares, não podem ser depositadas em locais que recebam incidência direta de sol e chuva. É recomendado que sejam feitas pequenas aberturas no fundo das caixas para que o excesso de água não se acumule em seu interior. A terra, escura e crivada, deve ser depositada até uma altura de 18-25 cm.

Considerações sobre a comercialização


Mendes e Machado citam as possibilidades de comercialização que podem ser exploradas pelos criadores de escargots:
- venda de escargots vivos para indústrias de conserva;
- venda de carne congelada;
- venda de pratos prontos (congelados ou não);
- venda de conchas para artesanato;
- venda de conchas para produção de ração animal;
- venda de iscas vivas para pescaria.
O mercado consumidor de escargots é formado por restaurantes, hotéis, gourmets shops, supermercados, famílias, indústrias de conserva, exportadores, decoradores, arquitetos, boutiques, indústrias de ração e pesqueiros do tipo “pesque e pague”.

No sistema extensivo, os moluscos são criados ao ar livre

Vantagens da criação de escargots

Entre as vantagens da criação de escargots, pode-se destacar a possibilidade de executarmos tal atividade em pequenas propriedades cujo manejo seja oriundo da mão de obra familiar, tornando-a menos custosa. Além disso, ela dispensa tecnologias avançadas; os animais e os seus excrementos não lançam mau cheiro; as instalações e o manejo são simples, bem como as ferramentas e os equipamentos necessários são baratos.

Por Camila Guimarães Ribeiro

Receita de Caracóis à Algarvia

Se excluirmos os produtos do mar, os caracóis são, sem dúvida, o grande petisco do verão para algarvios e alentejanos.
Há quem prefira as caracoletas (maiores e mais escuras), quem goste apenas dos caracóis (mais pequenos e com coloração castanho-amarelada) e quem misture ambos no mesmo tacho. Claro que, para muita gente, a simples ideia de comer caracóis é repugnante. Mas perca o preconceito e prove-os à algarvia, feitos com aquela simplicidade que apenas os pratos do sul possuem e que transforma os ingredientes mais vulgares em verdadeiros manjares.
Está pronto para a receita?
Idealmente, o leitor apanharia os seus próprios caracóis. Passearia, assim, pelo campo, respiraria ar puro e os odores da terra e, mais importante, saberia a verdadeira proveniência dos seus caracóis (não os apanharia nas imediações de uma ETAR, de uma estrada cheia de emissões de escapes de automóveis, etc.)
Antes de lhes apontar a panela como destino, deixaria os gastrópodes alguns dias numa caixa de madeira ou num saco de serapilheira e alimentá-los-ia com farinha de trigo ou rodelas de batata, para que perdessem o visco, as toxinas e o sabor acre de algumas ervas, aproveitando ainda para os engordar um pouco mais.
Mas o leitor não é dado a passeios pelo campo ou os únicos caracóis de que dispõe nas redondezas são produzidos em salões de cabeleireiro. Pois bem, compra-os (a medida tradicional é o litro) e salta os passos anteriores, dirigindo-se de imediato ao tacho. Começa por lavar os bicharocos em várias águas até que não haja vestígios de visco. Põe-nos na caçarola, cobre-os de água, junta-lhes com generosidade uns quantos dentes de alho esmagados com a casca e coloca-os em lume muito brando para que, com as suas anteninhas, espreitem para fora das conchas e se torne mais fácil alcançá-los. Entretanto agarra numa boa quantidade de paus de orégão (apenas os paus, já que as folhas tornam o petisco mais amargo), acrescenta-os ao tacho e tapa-o. Ao detectar que as alimárias deixam de se mover, aumenta o lume.
Espera que esteja quase a levantar fervura para lhes juntar o sal. Dois bons punhos, sem medo. Deixa ferver quatro ou cinco minutos, prova-os, corrige o sal se necessário (ou desliga o lume e deixa-os dentro da panela outros quatro ou cinco minutos para que absorvam o sal suficiente), escorre-os, serve-os e delicia-se, caçando-os com a ajuda de um alfinete, espeto ou pico de piteira.
Acompanha com cerveja ou vinho branco bem gelados e pão torrado com manteiga. Se não os provar, mais fica para nós e quem perde é o leitor. Um bom preconceito não vale, afinal de contas, um único caracol.
Nota: Claro que pode cozinhar os caracóis de outras formas, guisados, por exemplo, com chouriço e tomate, como nesta...


Receita de Caracóis Guisados à Moda de Minha Casa

Se os apanhou na natureza, deixe jejuar os caracóis durante uma semana a dez dias, para que percam o visco e o sabor de algumas ervas. Lave-os bem, em várias águas, antes de cozinhar.

Precisa de 1 kg e meio de gastrópodes, os ditos caracóis, para 4 pessoas.

  • 1 cebola
  • 1 tomate grande
  • 50g de chouriço
  • 50g de presunto, bacon ou toucinho entremeado
  • 6 dentes de alho
  • 1 copo de vinho branco
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • sal, pimenta, piri-piri, dois dentes de cravinho e orégãos

Comece por refogar a cebola, o tomate (partidos em bocados, claro) os enchidos (em pequenos cubos) e o alho em lâminas.

Junte os caracóis, o vinho branco e outro tanto de água, acrescente os temperos excepto os orégãos, tape e deixe cozinhar lentamente (isto é especialmente importante para que os caracóis saiam um pouco das suas cascas e se torne mais fácil comê-los). No final polvilhe com os orégãos e sirva quente. Utilize um alfinete ou um pequeno espeto para retirar o caracol da sua concha e acompanhe com pão caseiro.

All about snails - 15

Land Snails in Popular Culture

The main contribution of snails to the culture of several civilizations, has been their inclusion in their food.
Land snails don’t seem to have a good stigma to them in many cultures due to the fact that they are slow. Most people associate that nature with being lazy and not good for much. The fact that the snail isn’t a lovely animal either means that it gets overlooked when it comes to art and other types of cultural remnants.
Snails are more intelligent though than many people realize. There are stories that depict them as being very strong and self reliant. Those are traits that most people would love to have. The moral of such stories is to explain even though the snail is slow it has a purpose just like every other creature out there. Yet the fact that they aren’t mystical or beautiful has lead to more stories and cultures viewing them as something bad or evil.
In fact, with many early cultures the movements of the snail were viewed as being unclean and they often even marked people with it as a sign of punishment. Yet you will find some great early writings about the snails. For example the Greeks believed that when the snails could be seen climbing the stalks it was time for the harvest to begin. This was a signal to them that it was time to reap the rewards of the foods the gods had allowed them to grow and to live from.
The Aztec believed that the snail was the moon god and that the shell was his protection. They also felt that the appearing of the snail at times and then not at others had to do with the meaning of the rebirth of the moon. Of course we now know that this has to do with them being nocturnal and searching for food at night instead of during the daylight hours.
Most of us are familiar with the works of psychologist Carl Jung. He often talked about interpreting thoughts and dreams. The analogy he refers to with snails is that the shell is the conscious thought process and then the soft part of a snail is the unconscious thought process. Not everyone buys this theory though but the analogy is one that many continue to use today.
There are quite a few references in our language today that refer to snails, but they aren’t in good light. They are meant to mean a very slow process. For example saying someone moves as the pace of a snail or that they are as slow as a snail. The other is called snail mail which refers to mailing something through the post office. We get used to e-mail which allows us instant access so we then become impatient with what takes longer to receive.
Sometimes you will notice snails in books or movies with characteristics that are quite charming. The Disney productions are great at doing this and the charm they put into them helps people to enjoy these animals more. However, they still don’t seem to get the attention or the accreditation in society as so many others.
I mean, when was the last time you saw a business using a snail as their logo? They want to give an image that people relate to in a positive manner. Unfortunately the snail just doesn’t happen to be one of them that fit into that category.  If you can come up with some creative ideas though you may be the one that is able to help change some of the mindsets that people have relating to snails in culture.

All about snails - 14

Snail Facts for Kids

bullet Snails are so diverse that there are land snails, sea snails and freshwater snails.
 There are thousands of species of snails.
bullet The “giant tiger land snail” also known, as “giant Ghana snail” is the largest land snail in the world, their length can reach up to 12 inches.
bullet Land snails secrete mucus to facilitate locomotion and reduce the friction against the ground.
bullet Snails try to get a diet that is full of calcium to keep their shells thick and healthy.
bullet Land snails have microscopic teeth! They are contained in a structure called the radula and that is composed of rows of them.
bullet The “cone snails” a family of sea snails is venomous and some of them are fatal to humans!
bullet There are around 600 different species in the family of “cone snails”.
bullet There are around 30 humans killed by cone snails, that have been registered.
bullet The sea snails breathe with gills, the land snails breathe with lungs while some species of freshwater snails breathe with lungs and others with gills.
bullet Several species of land snails are used in the cuisine of several countries and they are considered a delicacy.

All about snails - 13

Snail Habitat

Snails are quite plentiful in the world so it shouldn’t come as a surprise to learn they are found in very diverse habitats. Some of them are comfortable in the desert while others live in ditches and cooler climates. These include the mountain areas and even in marshes. What is often found is that land snails live in locations where there are humans around. If you have a garden then chances are you have already seen them exploring this area as well.
What you will discover is that snails species are quite abundant with thousands of them out there. Not all of them are land animals though but a large number of them are. Snails are often where you can see them if you are looking for but most of us are just too busy with our daily routine to notice them.
They don’t like to be where it is too hot but they often find plenty of solace in the shaded areas. They may live in locations where the overall temperature is hot but then just not be out much. This is why you will have to look for snails when it is cloudy or when it is nighttime. They enjoy humid locations though more than where there is just dry heat.
Some people assume that you won’t find snails living in the desert but that isn’t true. In fact there is plenty of evidence to show they thrive there just fine. They do tend to spend a great deal of their time inside of the shell though instead of outside of it. While they conditions may not be ideal, they know how to make the most of it so that they can find food and survive the heat.
Other types of land snails though live underground so you will only see them out there when it is raining and they have to come to the surface so that they don’t drown. They only live less than one inch below the surface though so it is easy enough for them to come out when the rain starts. They are able to easily move as they need to though to get through the changing weather conditions. Even though they are very slow animals by nature, they are very instinctive when it comes to their habitat and survival skills.
Snails don’t reside in just one location all the time. They tend to make their home anywhere since they carry it on their back. They don’t like extreme heat so they will find places where they can be cool. They also need to find adequate supplies of food. Of course a snail can’t move very far in a day but they do continually move most of the time to new locations.
Snails are loners but they often come into contact with each other due to the feeding grounds where they find plenty for all of them to share. This is also where they find each other for mating to occur. They aren’t aggressive in nature towards each other. Then tend to live their own existence without bothering each other.
If you take some time to observe the environment around your home, chances are you will find signs that snails live there. Most of the time they aren’t anything to really worry about. If you are planning to start a garden though they may become more of a pest at that point. You can explore options though to trap them so they don’t feed from what you have planted. It can also be fun just to identify what types of snails live in your area.

All about snails - 12

What do Land Snails Eat?

Snails tend to feed on a variety of items found in their natural habitat. What they will actually consume depends on where they live and the species of snail that they are. Some common items for their diet include plants, fruits, vegetables, and algae. Plants that are decaying are often a good meal for them. Seeking for calcium to get a thicker shell, snails usually will eat the dirt.
Most snail species are herbivores, which means they have only a plant diet, but some species are carnivores or omnivores. You will likely find snails around your garden as this offers them plenty of fresh plants and leaves to eat. If you use herbicides or pesticides on your plants you may be causing the death of many snails without even realizing it.

Snails as pests

Large numbers of snails though in a garden or even where farmers are growing crops can quickly become a serious problem. They will consume enough of what it growing to ruin the hard work that has been put into the area. If you are talking about a location where someone is growing food to eat or to sell then their livelihood is also being compromised. This is why people do all they can to prevent snails from consuming the agricultural crops that they are growing.
To be more humane, many that have gardens or farms strive to trap the snails that are in the vicinity rather than killing them. They either release them back into new environments or they will sell them as a source of food. Some of the easiest ways to trap them is to place lids from jars with beer in them in the garden.
For farmers that have too much land to do this, they have come up with another way to prevent damage to their crops. This involves placing 6 inch screens of copper that is placed in the ground. The slime from the snails doesn’t seem to mix very well with the copper and that means they will stay away from the foods that are growing. This process has been very successful.
Snails have to feed on foods that include large amounts of calcium. This is necessary to keep their shell hard and protective like it should be. When looking for food they use their powerful sense of smell to find their food. Snails can breathe through their skin and through an opening called the pneumostome visible on the right side of their bodies. (1) Snails have very poor vision so they can’t see what may be very close to them, but that is compensated with an excellent sense of smell.
Snails are nocturnal so they will be looking for sources of food during the night or during the very early morning hours. (2) They will consume more food at the colder months ahead come. This is so they can store up fat reserves to live on while some they hibernate during the winter.
When food sources are very low in the summer or spring months, they may voluntarily put their body into a state of hibernation as well. This allows them to conserve energy and not need to forage for additional food. This is a mechanism that allows them to be able to survive in difficult conditions of drought. (3)
They have a tongue that is very rough and the technical term for it is radula. They have rows of very small teeth that they use to scrap against the foods they want to consume. When you have snails as pets you want to pay close attention to their diet. If you feed them anything containing salt or sugar they will die.
They are often said to be very noisy eaters. However, the sounds you hear aren’t them consuming the food. Instead it is a part of the body called the radula which is tearing on what has been swallowed so it can find its way to the digestive tract.
(1)    http://www.pbs.org/kcet/shapeoflife/resources/snail.html
(2)    http://pss.uvm.edu/ppp/pubs/el14.htm
(3)    http://www.ipm.ucdavis.edu/PMG/PESTNOTES/pn7427.html

All about snails - 11

Land Snails in Popular Culture

The main contribution of snails to the culture of several civilizations, has been their inclusion in their food.
Land snails don’t seem to have a good stigma to them in many cultures due to the fact that they are slow. Most people associate that nature with being lazy and not good for much. The fact that the snail isn’t a lovely animal either means that it gets overlooked when it comes to art and other types of cultural remnants.
Snails are more intelligent though than many people realize. There are stories that depict them as being very strong and self reliant. Those are traits that most people would love to have. The moral of such stories is to explain even though the snail is slow it has a purpose just like every other creature out there. Yet the fact that they aren’t mystical or beautiful has lead to more stories and cultures viewing them as something bad or evil.
In fact, with many early cultures the movements of the snail were viewed as being unclean and they often even marked people with it as a sign of punishment. Yet you will find some great early writings about the snails. For example the Greeks believed that when the snails could be seen climbing the stalks it was time for the harvest to begin. This was a signal to them that it was time to reap the rewards of the foods the gods had allowed them to grow and to live from.
The Aztec believed that the snail was the moon god and that the shell was his protection. They also felt that the appearing of the snail at times and then not at others had to do with the meaning of the rebirth of the moon. Of course we now know that this has to do with them being nocturnal and searching for food at night instead of during the daylight hours.
Most of us are familiar with the works of psychologist Carl Jung. He often talked about interpreting thoughts and dreams. The analogy he refers to with snails is that the shell is the conscious thought process and then the soft part of a snail is the unconscious thought process. Not everyone buys this theory though but the analogy is one that many continue to use today.
There are quite a few references in our language today that refer to snails, but they aren’t in good light. They are meant to mean a very slow process. For example saying someone moves as the pace of a snail or that they are as slow as a snail. The other is called snail mail which refers to mailing something through the post office. We get used to e-mail which allows us instant access so we then become impatient with what takes longer to receive.
Sometimes you will notice snails in books or movies with characteristics that are quite charming. The Disney productions are great at doing this and the charm they put into them helps people to enjoy these animals more. However, they still don’t seem to get the attention or the accreditation in society as so many others.
I mean, when was the last time you saw a business using a snail as their logo? They want to give an image that people relate to in a positive manner. Unfortunately the snail just doesn’t happen to be one of them that fit into that category.  If you can come up with some creative ideas though you may be the one that is able to help change some of the mindsets that people have relating to snails in culture.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...